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Consumidor

Cobertura negada pelo plano de saúde

A autorização não sai, a cirurgia é adiada e a operadora fala em rol, em carência ou em falta de cobertura contratual. O tempo, nesse tipo de caso, é parte do problema.

5,0 no Google, em 13 avaliações

Exemplar do Código de Defesa do Consumidor ao lado de um martelo de juiz

O que a operadora alega

A justificativa determina o caminho da discussão, e por isso ela precisa vir por escrito.

Procedimento fora do rol da ANS

A Lei 14.454/2022 fixou critérios para a cobertura de tratamento não previsto no rol, entre eles a comprovação da eficácia e a recomendação de órgão técnico. A negativa por esse motivo é analisada à luz desses critérios.

Carência

A Súmula 597 do Superior Tribunal de Justiça considera abusiva a cláusula de carência em situação de urgência ou emergência que ultrapasse vinte e quatro horas da contratação.

Doença preexistente

A operadora alega omissão na declaração de saúde. A discussão passa pelo que foi perguntado, pela realização ou não de exame admissional e pela demonstração de má-fé.

Rede não credenciada ou descredenciamento

Hospital ou profissional retirado da rede sem substituição equivalente e sem comunicação prévia.

Limitação de sessões, de internação ou de material

A Súmula 302 do Superior Tribunal de Justiça considera abusiva a cláusula que limita o tempo de internação hospitalar do segurado.

Medicamento de uso domiciliar ou off label

Recusa de medicamento prescrito pelo médico assistente, com fundamento na modalidade de uso.

Situações que aparecem com frequência

A urgência do quadro clínico pesa na análise.

Cirurgia marcada e cancelada na véspera

Autorização negada ou não respondida às vésperas do procedimento, com internação já agendada.

Tratamento contínuo interrompido

Sessões de terapia, quimioterapia ou fisioterapia suspensas por limite de quantidade.

Urgência e emergência dentro da carência

Atendimento recusado em pronto-socorro ou internação limitada a doze horas, com quadro que exige mais.

Negativa verbal

A operadora informa por telefone e não envia nada por escrito, o que dificulta a prova.

Prótese, órtese ou material ligado ao ato cirúrgico

Cobertura do procedimento autorizada e material recusado, o que inviabiliza a cirurgia.

Reajuste que inviabiliza a manutenção do plano

Aumento por faixa etária ou por sinistralidade que leva o contratante a abandonar o contrato.

O que fazer

A ordem dos passos é o que permite agir rápido quando há urgência.

  1. 01

    Exija a negativa por escrito

    Peça o documento com o motivo e a cláusula ou norma invocada. Registre o protocolo e a data do pedido.

  2. 02

    Guarde o relatório médico

    O relatório do médico assistente, com diagnóstico, código do procedimento, justificativa e urgência do quadro, é a peça central.

  3. 03

    Reúna o contrato e os comprovantes de pagamento

    Contrato, carteirinha, data de adesão e mensalidades em dia demonstram a vigência.

  4. 04

    Registre reclamação na ANS

    A agência reguladora tem canal de notificação de intermediação preliminar, que em parte dos casos resolve em poucos dias.

  5. 05

    Registre também no consumidor.gov.br

    Com o número do protocolo, para manter o histórico documentado.

  6. 06

    Procure orientação sem esperar a resposta

    Quando o quadro é urgente, a discussão judicial pode correr em paralelo, com pedido de tutela de urgência.

Documentos e informações que ajudam a analisar o caso

Com estes itens a análise sai no mesmo dia, o que importa em caso urgente.

  • Relatório do médico assistente, com diagnóstico, procedimento e justificativa
  • Negativa da operadora por escrito, ou o protocolo do pedido dela
  • Contrato do plano e carteirinha
  • Comprovantes de pagamento das últimas mensalidades
  • Pedidos de exame, prescrições e laudos
  • Protocolos de atendimento, com data e hora
  • Orçamento do procedimento, quando houver
  • Documento de identidade, CPF e comprovante de residência atualizado

Em caso urgente, relatório médico e negativa por escrito bastam para a primeira análise. O restante pode vir depois.

Medidas jurídicas que podem ser avaliadas

A Súmula 608 do Superior Tribunal de Justiça firmou que o Código de Defesa do Consumidor se aplica aos contratos de plano de saúde, salvo os administrados por entidades de autogestão. É desse ponto que parte a análise das cláusulas.

Quando o quadro é urgente, existe a possibilidade de pedido de tutela de urgência, decidido em pouco tempo, na forma do artigo 300 do Código de Processo Civil. A concessão depende da demonstração da probabilidade do direito e do risco da demora.

Pedido de tutela de urgência

Para obter a autorização do procedimento enquanto a ação corre, com base no relatório médico e na negativa.

Ação de obrigação de fazer

Para que a operadora cumpra a cobertura contratada, com discussão sobre a validade da cláusula invocada.

Reembolso do que foi pago

Quando o procedimento foi custeado pelo próprio paciente diante da recusa.

Discussão sobre dano moral

Avaliada conforme as circunstâncias, principalmente quando a recusa agrava o quadro de saúde.

Nem toda negativa é indevida. Quando a recusa tiver base contratual e normativa legítima, isso será dito na primeira conversa, sem rodeio.

Quando procurar orientação jurídica

Alguns sinais indicam que a via administrativa não vai chegar a tempo.

  • O procedimento tem data marcada e a autorização não sai
  • O quadro clínico é urgente ou emergencial
  • A negativa foi dada apenas por telefone
  • O tratamento em curso foi interrompido por limite de sessões
  • A operadora alega doença preexistente sem ter feito exame na adesão
  • O material necessário à cirurgia foi recusado

Perguntas frequentes

O procedimento não está no rol da ANS. Acabou?

Não necessariamente. A Lei 14.454/2022 fixou critérios para a cobertura de tratamento fora do rol, entre eles a comprovação de eficácia e a recomendação de órgão técnico reconhecido. A análise depende do relatório médico e da situação concreta.

Estou em carência e o caso é urgente.

A Súmula 597 do Superior Tribunal de Justiça considera abusiva a cláusula que impõe carência superior a vinte e quatro horas da contratação em situação de urgência ou emergência.

Quanto tempo leva uma decisão de urgência?

O pedido de tutela de urgência é analisado antes da defesa da operadora, e em casos de saúde a apreciação tende a sair em prazo curto. A decisão depende do juízo e da documentação apresentada.

Paguei do meu bolso. Posso pedir de volta?

O reembolso pode ser discutido, e a chance aumenta com a negativa documentada, o relatório médico e a nota fiscal do que foi pago.

Kaio Teles no escritório

Quem vai ler o seu caso

Kaio Teles, advogado inscrito na OAB/SP 524.442. O atendimento é feito à distância, com documentos enviados por meio digital, e alcança todo o Brasil. Quem lê o relato e responde é o próprio advogado.

A primeira conversa serve para entender o que aconteceu e dizer o que a documentação sustenta. Quando não houver caminho, você vai ouvir isso também.

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Mais sobre a atuação em o escritório e na página de Direito do Consumidor .

Como funciona falar com o escritório

Três passos, sem sair de casa.

  1. 01

    Você conta o que aconteceu

    Pelo WhatsApp, em poucas linhas e com as datas que lembrar. Quem lê é o próprio advogado.

  2. 02

    A documentação é analisada

    Você envia o que tiver por meio digital. É a documentação que diz se o caso se sustenta, e não a vontade de que ele se sustente.

  3. 03

    Você recebe a análise e as condições

    O que pode ser feito, o que depende de prova e quanto custa, por escrito e antes de qualquer contratação. Quando não houver caminho, você vai ouvir isso também.

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