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Direito Bancário

Seu banco pode ter responsabilidade pelo prejuízo que você sofreu.

Quando o cliente contesta uma operação, a resposta do banco quase sempre é a mesma: a transação foi feita com a senha dele. O tratamento jurídico do assunto parte de outro ponto. O risco da atividade bancária é da instituição, e o Superior Tribunal de Justiça firmou esse entendimento na Súmula 479.

Documento sobre conflitos com bancos, ao lado de cartões de crédito e da maquete de um banco

Atuação do escritório

A análise verifica o que os documentos sustentam: extratos, protocolo da contestação, boletim de ocorrência e o histórico do atendimento. Esse conjunto define se a discussão é de responsabilidade civil, de revisão do contrato, ou das duas coisas.

O trabalho vai da devolução dos valores à retirada do nome dos cadastros de inadimplentes, passando pela discussão de cláusulas e encargos em contratos de crédito, empréstimo e financiamento.

Frentes dentro da área

A matéria se divide nos recortes abaixo. Cada um reúne discussões próprias, documentação própria e prazos próprios.

01

Fraudes e transações não reconhecidas

PIX, TED, saque, compra no cartão e empréstimo contratado por terceiro. A Súmula 479 do STJ responsabiliza a instituição financeira por dano decorrente de fraude praticada por terceiro em operação bancária.

02

Negativação e cadastros de inadimplentes

Inscrição indevida em Serasa e SPC, falta da notificação prévia exigida pelo art. 43, §2º do CDC, apontamento mantido depois do pagamento e cobrança de dívida já quitada ou prescrita.

03

Crédito, empréstimo e financiamento

Revisão de cláusulas e encargos, capitalização de juros, tarifas não contratadas, seguro embutido sem pedido e diferença entre a taxa aplicada e a que foi combinada.

04

Consignado e descontos em benefício

Empréstimo consignado feito sem autorização, desconto em benefício do INSS, adesão a serviço não solicitado, cancelamento e devolução do que foi descontado.

05

Conta e relacionamento bancário

Encerramento ou bloqueio de conta sem aviso, retenção de valores, recusa de atendimento sem motivo e falha na prestação do serviço.

Situações que podemos analisar

  • PIX, transferência ou compra no cartão não reconhecidos
  • Empréstimo contratado em nome de terceiro por fraude
  • Golpe da falsa central de atendimento
  • Desconto de consignado sem autorização, inclusive em benefício do INSS
  • Negativação indevida em cadastro de inadimplentes
  • Revisão de contrato de empréstimo ou financiamento
  • Tarifas e encargos cobrados fora do contratado
  • Conta bloqueada ou encerrada sem aviso
  • Cobrança de dívida já paga ou prescrita
  • Seguro vendido junto ao crédito sem solicitação

A lista reúne as demandas mais frequentes da área. Situações não relacionadas aqui podem ser analisadas da mesma forma.

O que fazer depois de uma fraude

Agir rápido ajuda a preservar documentos, registros e informações da operação, que são o que sustenta a discussão depois.

Nossa equipe analisa o ocorrido, os contatos feitos com a instituição financeira e os documentos disponíveis para avaliar as possibilidades jurídicas do caso.

Quero analisar um problema bancário

Processos e atividades que realizamos

Abaixo está o trabalho propriamente dito: as peças, os procedimentos e as providências que a matéria comporta. Qual deles cabe depende do caso, e a gente decide isso junto.

  • Ação declaratória de inexistência de débito
  • Pedido de tutela de urgência para retirada da negativação
  • Ação de devolução de valores e repetição do indébito
  • Ação revisional de contrato de crédito
  • Contestação junto à instituição e à ouvidoria
  • Reclamação no Banco Central e nos órgãos de defesa do consumidor
  • Cumprimento de sentença e levantamento de valores

O que reunir antes da conversa

Nada disso é exigido no primeiro contato. A lista abaixo mostra o que a análise da matéria pede. Quanto mais completa a documentação, mais precisa fica a orientação.

  • Extrato mostrando a operação contestada
  • Protocolo da contestação apresentada ao banco
  • Boletim de ocorrência, se houver
  • Consulta de CPF em Serasa ou SPC, em caso de negativação
  • Contrato de crédito, quando a discussão for de revisão

O que eu vou te perguntar

  1. Qual instituição financeira?
  2. Qual o valor envolvido?
  3. Já houve contestação junto ao banco ou boletim de ocorrência?

Perguntas frequentes

O banco diz que a operação foi feita com a minha senha. Isso encerra o assunto?
Não. A Súmula 479 do STJ diz que as instituições financeiras respondem pelos danos causados por fraude de terceiro em operação bancária, sem discussão sobre culpa. A senha é um dos elementos analisados, não uma defesa automática.
Preciso de boletim de ocorrência antes de procurar advogado?
A lei não exige, mas ajuda. O boletim e o protocolo da contestação registram a data em que você comunicou o problema e o que o banco respondeu. Esses dois pontos aparecem na discussão do processo.
Fui negativado por dívida que já paguei. Cabe indenização?
A negativação indevida pode gerar dano moral sem que você precise provar prejuízo. Há uma ressalva: a Súmula 385 do STJ afasta a indenização quando já existe outra inscrição legítima e anterior. Nesse caso resta o direito de cancelar o apontamento errado.
Descobri desconto de consignado que nunca autorizei. O que fazer?
Guarde o extrato com os descontos e o histórico do benefício ou da conta. Conteste por escrito na instituição e anote o protocolo. A discussão judicial pede a devolução do que foi descontado e, conforme o caso, reparação pelo dano.

Veja o que pode ser discutido

O banco te cobrou algo que você não reconhece?

Passe para o lado. Cada item é uma cobrança ou um desconto que aparece toda semana e que tem tratamento na lei. Toque no que parece com o seu caso.

01

Empréstimo não contratado

Contrato aberto no seu nome sem a sua assinatura. A prova da contratação é do banco, não sua.

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02

Desconto no benefício

Consignado descontado do INSS ou da folha sem autorização. Há limite legal de margem, e o que passa disso é discutível.

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03

Golpe do Pix e da falsa central

Transferência feita sob engano, com ligação que imitou o banco. O que decide é a falha do sistema de segurança, e ela se prova com o histórico.

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04

Negativação indevida

Nome no SPC ou Serasa por dívida paga, quitada ou que nunca existiu. Registro indevido gera dano moral segundo a jurisprudência consolidada.

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05

Tarifas não contratadas

Pacote de serviços, seguro embutido, taxa de abertura de crédito. Cobrança sem contratação expressa é devolvível.

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06

Juros acima do contratado

O que está no contrato e o que está sendo cobrado nem sempre batem. A revisão compara os dois com cálculo.

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07

Cartão consignado disfarçado

Você pediu empréstimo e recebeu um cartão com reserva de margem. A dívida não fecha nunca, porque só desconta o mínimo.

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08

Compra que você não fez

Débito ou crédito com transação não reconhecida. Contestar dentro do prazo e guardar o protocolo é o que sustenta o caso.

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09

Conta bloqueada sem aviso

Bloqueio de saldo ou encerramento unilateral sem justificativa. Há dever de informar e de motivar.

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Três toques

Descubra onde você está antes de me chamar

Três perguntas, nenhum campo para digitar. No fim você recebe a leitura do seu caso e, se quiser, a conversa já começa escrita.

1 de 3

O que o banco fez?

Nada disso é enviado enquanto você não tocar no botão. As respostas ficam no seu navegador.

Ferramenta

Confira quanto da sua renda o consignado está comprometendo.

A conta roda no seu navegador. Nada é enviado para o escritório.

Salário, aposentadoria ou benefício, antes dos descontos do consignado.
Some todas as parcelas de consignado e de cartão consignado.
Quantas vezes esse valor já saiu.

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  • Gostaria de deixar meu agradecimento ao advogado Kaio Teles pelo excelente trabalho realizado.

    Erivam · junho de 2026 no Google

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